quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Receita facil e saborosa

Nhoque gratinado com presunto e ervilha

Faça antes
Pique a metade da fatia de presunto em tiras de 1 cm e depois em cubos de 1 cm. Não precisa ficar medindo com a régua, ok? Ninguém vai comer com a trena na mão. Reserve. A outra metade da fatia que sobrar, faça bom proveito.
Descongele as ervilhas. Deixe no saco mesmo. Tire meia hora antes do freezer.
Pegue uma tábua de cortar. Pique o alho-poró – primeiro em rodelas e depois, samba com a faca em cima do negócio para ficar bem picadinho. Em lojas de produtos para cozinha você encontra um cortador que parece uma gangorra, o que facilita o processo de picar.
Na hora
Numa panela em fogo baixo, coloque o azeite. Deixe esquentar, acrescente o alho-poró e refogue por 1 minuto.
Despeje os cubos de presunto, misture tudo e frite + 2 minutos, até dar uma ligeira dourada. Coloque os nhoques + as ervilhas + sal e pimenta moída a gosto. Mistura geral e + 2 minutos de fogo (você sóbrio, por favor!).
Mexa sempre com cuidado, o objetivo é esquentar tudo sem desmanchar nada.
Molho
Numa panela, leite + farinha de aveia + metade do parmesão ralado. Levar ao fogo baixo, por 5 minutos, mexendo sempre. Desligue e acrescente noz moscada moída a gosto.
Montagem
Onde bem entender, mas que possa ir ao forno, coloque o nhoque com presunto e ervilhas + molho por cima + parmesão cobrindo tudo. Aí leve ao forno para gratinar.
Lista de Compras
• Nhoque pré-cozido (300g)
• Ervilha congelada (100g)
• Presunto sem gordura (1/2 fatia grossa – espessura de 1 dedo)
• Azeite (50 ml)
• Alho-poró (1 colher de sopa)
• Leite integral (200 ml)
• Farinha de aveia (1 colher de sopa cheia e mais um chorinho)
• Parmesão ralado (150g)
• Sal
• Pimenta moída
• Noz moscada
Dicas
Nhoque – o fundamental é achar uma boa marca que tenha gosto de batata e não de farinha com água que, aliás, vira uma gororoba total quando cozido. Compre sempre fresco. Nunca. Eu disse: Nunca! Congelado. Procure uma rotisserie para comprar massas frescas. Um bom nhoque é uma mão na roda, porque só precisamos preparar o molho colocar ele dentro e está feito!
Ervilhas: prefira sempre as frescas e as congeladas. Esqueça as de lata em conserva.

Nhoque da fortuna


Massa da sorte

Surgida no século 19, a tradição do nhoque da fortuna é celebrada todo dia 29.


Costume surgiu em Nápoles

A tradição começou em Nápoles, também berço da famosa pizza marguerita. Conta-se que o padroeiro da cidade, São Gennaro (no Brasil, São Januário), nascido em 270 d.C., era um devoto à causa dos necessitados. Em 29 de algum mês não especificado, ele teria viajado por diversas aldeias e, vestido de andarilho, começou a pedir comida nas casas. Em uma delas, um casal de idosos muito simples resolveu dividir com ele o pouco que tinham para alimentar toda a família. Serviram um prato de nhoque, dividido em sete unidades para cada um. Muito satisfeito com a bondade, ele desejou, ao fim da refeição, “fortuna” ao casal. A palavra, em italiano, significa sorte. Em uma das versões da história, logo depois que ele saiu, os velhinhos encontraram moedas de ouro debaixo do prato — daí a tradição de colocar uma nota sob a louça.

Também dizem que, passado algum tempo, São Gennaro voltou à casa dos anfitriões. Eles contaram que, desde sua visita, a vida da família havia melhorado muito. Então, o santo pediu que todo o povoado se reunisse para comer nhoque nos dias 29 de cada mês, como forma de chamar a prosperidade. No Brasil, a tradição chegou com a imigração italiana. Apesar de, com o tempo, já não ser tão popular quanto antigamente, são vários os restaurantes, principalmente de São Paulo, que preparam nhoques especiais nesse dia.

Já a história do prato é bem mais antiga. O magistrado Lúcio Licínio Lúculo, cônsul da República romana em 151 a.C., descreveu o nhoque em uma correspondência. Naquela época, ele era feito de sêmola, sal e manteiga e recheado de peixe. No século 16, quando as batatas começaram a ser cultivadas na Europa, elas substituíram a sêmola e se tornaram o ingrediente principal do prato. (PO)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009


A BATATA | História da Batata


A batata ( Solanum tuberosum L. ) é originária dos Andes peruanos e bolivianos onde é cultivada há mais de 7.000 anos. Recebe diferentes nomes conforme o local: araucano ou Poni ( Chile ), Iomy ( Colômbia ), Papa ( Império Inca e Espanha ), Patata ( Itália ), Irish Potato ou White Potato ( Irlanda ).
A batata foi introduzida na Europa antes de 1520 sendo responsável pela primeira revolução verde no velho continente: os ingleses incendiavam os trigais e matavam os porcos criados pelos irlandeses, levando o povo à miséria, entretanto a batata resistia ao pisoteamento das tropas, às geadas e ficavam armazenadas no solo.

Alguns governantes impuseram medidas para a difusão da batata na Europa: Frederico Guilherme , da Prússia, ordenou a amputação do nariz de todos os camponeses que não plantassem batatas; Luis XVI, da França, ordenou a instalação de canteiros em locais públicos com a presença da guarda armada somente durante o dia - o que vale ser guardado vale ser roubado.
A difusão da batata em outros continentes ocorreu através da colonização realizada pelos países europeus, inclusive no Brasil. Inicialmente era cultivada em pequena escala em hortas familiares, sendo chamada de batatatinha, assim como na construção de ferrovias ganhou o nome de batata inglesa, por ser uma exigência nas refeições dos técnicos vindos da Inglaterra.
Pesquisadores da história da alimentação apontam duas razões básicas para o êxito e a disseminação da batata: o valor energético / ausência de colesterol e o fato de possuir sabor e cheiro pouco acentuado, possibilitando centenas de combinações que resultam em sabores diferentes.

Nutricionistas da FAO afirmam que uma dieta composta de batata e leite poderia suprir, em caráter de emergência, todos os nutrientes de que o organismo humano precisa para se manter.

Atualmente a batata é o 4º alimento mais consumido no mundo, após arroz, trigo e milho.